Calculadora de estoque de segurança
Estoque de segurança não é chute nem é o dobro do consumo. É o quanto de variação você decide cobrir, e isso se calcula.
Estoque de segurança
76,45
Para atender 95,0% dos ciclos sem faltar
- Fator de segurança1,645Vem da tabela da distribuição normal, pelo nível de serviço escolhido.
- Raiz do prazo3,873
Ver a conta, passo a passo
- Fator do nível de serviço95,0% na tabela normal padrão= 1,645
- Raiz do prazo√15 dias= 3,873
- Estoque de segurança1,645 × 12 × 3,873= 76,45
O Stokker e esse número
O que o Stokker faz
O histórico de saídas do Stokker é a base para medir a variação do consumo: dá para ver quanto saiu em cada dia e comparar os meses, em vez de estimar de cabeça.
O que o Stokker não faz
O Stokker não calcula estoque de segurança nem sugere nível de serviço. Ele guarda o histórico que alimenta a conta; a decisão de quanto risco aceitar é sua.
Para de fazer essa conta na mão
O histórico de saída por item, que alimenta esta conta, está no plano Essencial.
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Quer conversar sobre esse número?
Para que serve o colchão
Se o consumo fosse exatamente igual todo dia e o fornecedor nunca atrasasse, estoque de segurança não existiria. O ponto de pedido daria conta sozinho, e o material chegaria no dia em que o saldo zerasse.
O mundo não é assim. Uma semana o consumo dispara, na outra o caminhão atrasa, e é aí que a linha para. O estoque de segurança é a quantidade que você decide manter para que essas duas coisas aconteçam sem parar a produção.
A escolha que decide o valor
O nível de serviço é a única decisão de verdade nesta conta. Ele diz em quantos ciclos de compra você aceita não faltar. Noventa e cinco por cento significa aceitar faltar uma vez a cada vinte pedidos.
O preço dessa escolha não é linear. Ir de 90% para 95% custa cerca de 28% a mais de colchão. Ir de 95% para 99% custa outros 41%. E chegar perto de 100% é impossível: a curva não fecha, ela só fica cada vez mais cara.
Por isso não existe um nível certo para tudo. Existe um nível certo por material, e ele depende de quanto custa a falta daquele material específico numa terça-feira de manhã.
O que fazer com o número
O resultado desta conta entra direto no ponto de pedido: é a parcela que se soma ao consumo durante a espera do fornecedor. Os dois números trabalham juntos, e calcular um sem o outro deixa metade da decisão no escuro.
Vale revisar depois de cada falta. Toda vez que um material acabar antes da entrega, o colchão daquele item estava pequeno, o prazo usado estava otimista, ou a variação era maior do que se imaginava. As três causas aparecem na mesma conta, e as três têm conserto.
Um cuidado que evita inflar o estoque inteiro: o colchão não precisa existir para todo material. Item comprado na esquina, com entrega no mesmo dia, praticamente não tem risco de falta, e manter segurança nele é dinheiro parado sem contrapartida. O colchão faz sentido onde o prazo é longo, o fornecedor é único ou a falta para a produção.
E vale separar o que é variação de consumo do que é erro de saldo. Se o material some da prateleira sem baixa, nenhum estoque de segurança resolve, porque o problema não é estatístico, é de registro. Aumentar o colchão nesse caso só esconde o buraco por mais tempo, e mais caro.
Perguntas frequentes
Como eu meço a variação do consumo?
Pegue o consumo de cada dia ou de cada semana dos últimos meses e veja quanto os valores se afastam da média. Se num mês normal o consumo diário fica entre 50 e 74 com média 62, uma variação de 12 é uma estimativa razoável para começar.
Por que raiz do prazo e não o prazo direto?
Porque a variação de dias independentes não soma de forma simples. Um dia acima da média costuma ser compensado por outro abaixo, e o efeito líquido cresce com a raiz do número de dias. Na prática: dobrar o prazo não dobra o colchão, aumenta em cerca de 41%.
Que nível de serviço eu escolho?
Depende do que custa faltar. Material que para a linha inteira justifica 99%. Material fácil de comprar na esquina não justifica nem 90%. Cada ponto percentual a mais custa cada vez mais estoque parado.
E se o problema for o fornecedor atrasar, não o consumo variar?
Aí a conta muda de forma: o que varia é o prazo, não a demanda. Uma saída prática é usar o pior prazo observado no lugar do prazo médio, o que embute o atraso no próprio ponto de pedido.