Calculadora de custo hora máquina

Orçar peça sem saber o custo da hora é chutar. A conta é simples, e o número que mais engana está no denominador, não no que se soma.

R$

O que custaria repor a máquina hoje, não o que você pagou anos atrás.

anos
kW

A potência média em uso, que costuma ser bem menor que a de placa.

R$

Pegue da conta de luz: valor total dividido pelo consumo em kWh.

R$
R$

Salário com encargos, na proporção do tempo dedicado a esta máquina.

R$

A parte de aluguel, seguro e administração que cabe a esta máquina.

h/mês

Horas produzindo, não horas com a máquina ligada.

Custo por hora de máquina

R$ 70,25

Com 160 horas produtivas no mês

  • Depreciação no mêsR$ 1.500,00
  • Energia no mêsR$ 2.040,00
  • Manutenção no mêsR$ 1.200,00
  • Mão de obra no mêsR$ 4.500,00
  • Custo fixo rateado no mêsR$ 2.000,00
  • NotaMão de obra responde por 40,0% do custo mensal desta máquina. É por ali que uma redução faz diferença.
Ver a conta, passo a passo
  1. Depreciação mensalR$ 180.000,00 ÷ (10 anos × 12)= R$ 1.500,00
  2. Energia no mês15,00 kW × 160 h × R$ 0,85= R$ 2.040,00
  3. Custo mensalDepreciação + energia + manutenção + mão de obra + fixo= R$ 11.240,00
  4. Custo por horaR$ 11.240,00 ÷ 160 horas= R$ 70,25

O Stokker e esse número

O que o Stokker faz

Energia, aluguel, folha e manutenção já entram no Stokker como lançamentos com categoria e setor, e aparecem somados por mês no DRE. Os números que alimentam esta conta saem de lá, sem garimpo em extrato.

O que o Stokker não faz

Aviso importante: o Stokker não divide custo por máquina. Ele não tem centro de custo, não tem apontamento de horas e não faz rateio por máquina. O número desta página é feito à mão, aqui, e o Stokker entra só como fonte dos totais mensais.

Para de fazer essa conta na mão

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Junto do contato eu guardo o resumo do resultado e os números que você digitou nesta calculadora. Nada além disso.

O que entra na conta

São cinco parcelas mensais. A depreciação, que é o valor do equipamento dividido pelos meses de vida útil. A energia, que é potência vezes horas vezes preço do kWh. A manutenção, diluída no ano. O operador, com encargos e na proporção do tempo. E a fatia de custo fixo da fábrica que cabe àquela máquina.

Somadas, essas cinco parcelas dão o custo mensal da máquina. Dividido pelas horas produtivas do mês, sai o custo por hora. Com 180 mil de equipamento em 10 anos, 15 kW a 0,85, 1.200 de manutenção, 4.500 de operador e 2.000 de fixo, em 160 horas, dá 70,25 por hora.

O denominador é onde a conta erra

Quase toda planilha de custo hora que já vi usa horas disponíveis. É o número fácil: dois turnos, 22 dias, 352 horas. Só que a máquina não produz 352 horas. Ela produz o que sobra depois de setup, troca de ferramenta, espera de material, ajuste e parada.

Se a produção real é 200 horas e a conta usou 352, o custo hora sai 43% menor que o real. Todo orçamento feito com esse número nasce apertado, e a empresa ganha concorrência que preferia ter perdido.

A saída prática é medir. Não precisa de sistema: uma folha ao lado da máquina, por duas semanas, anotando quando começou e quando parou de produzir, dá uma estimativa boa o suficiente para corrigir o número.

O que fazer depois

O custo hora sozinho não fecha um orçamento. Ele precisa ser multiplicado pelo tempo de processo da peça e somado ao material, ao acabamento e ao que for terceirizado.

Olhe também a composição, não só o total. Se a maior parcela é o operador, ganho vem de reduzir setup. Se é depreciação, vem de usar mais a máquina. Se é energia, vem de horário e de eficiência do motor. Atacar a parcela errada dá trabalho e não muda o número.

E refaça a conta quando a ocupação mudar de patamar. O mesmo equipamento tem custo hora bem diferente rodando 80 ou 200 horas por mês, porque a depreciação e o custo fixo continuam correndo do mesmo jeito. Orçar em ano cheio com número de ano vazio é receita para prejuízo silencioso.

Perguntas frequentes

Uso o valor que paguei na máquina ou o de hoje?

O de reposição, ou seja, quanto custaria comprar uma equivalente agora. Depreciar pelo valor pago em 2015 gera um custo hora artificialmente baixo, e você acaba orçando peça com um custo que não existe mais.

Por que horas produtivas e não horas disponíveis?

Porque é o erro que mais distorce esta conta. Uma máquina disponível 200 horas que produz em 120 tem custo hora quase o dobro do que a conta ingênua devolve. Setup, espera de material e manutenção não produzem peça, mas o custo continua correndo.

Devo incluir o operador?

Se ele fica dedicado à máquina, sim, com encargos. Se ele opera três máquinas, entra a fração do tempo. Deixar o operador de fora só faz sentido se você for somar mão de obra à parte no orçamento, e aí é preciso lembrar disso sempre.

E a manutenção que não acontece todo mês?

Divida o gasto anual por doze. Uma revisão de 12 mil por ano vira mil por mês. Colocar o valor cheio no mês em que aconteceu faz o custo hora pular e depois despencar, e nenhum dos dois números serve para orçar.

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