Custo fixo, variável ou investimento

Uma sugestão de leitura gerencial, por regra visível. Serve para separar o que muda com a produção do que não muda. Não substitui o seu contador.

Escreva como você escreveria no lançamento. Por exemplo: compra de aço 1020.

Leitura sugerida

Custo fixo

Pelo termo "aluguel"

  • Por quêSai todo mês praticamente igual, produzindo muito ou pouco. É o custo que roda mesmo com a fábrica parada.
  • A pergunta que confirmaEsse gasto muda se a produção dobrar?Se a resposta contradiz a sugestão, a resposta ganha.
TermoLeitura
aluguelCusto fixo
barraCusto variável
  • AtençãoA descrição casou com regras de categorias diferentes. Vale olhar a tabela abaixo e decidir pelo uso real do gasto.
  • NotaIsto é uma leitura gerencial por regra, para separar o que acompanha a produção do que não acompanha. Não é classificação contábil e não substitui o seu contador.
Ver a conta, passo a passo
  1. Termo encontrado"aluguel" aparece na descrição= Custo fixo
  2. Regra aplicadaSai todo mês praticamente igual, produzindo muito ou pouco. É o custo que roda mesmo com a fábrica parada.= Custo fixo

O Stokker e esse número

O que o Stokker faz

O Stokker guarda cada lançamento com categoria e setor, e soma por elas. Classificar certo na entrada é o que faz esse total significar alguma coisa depois.

O que o Stokker não faz

O Stokker não faz contabilidade, não define plano de contas e não gera nenhuma obrigação. E ele não classifica sozinho: a categoria de cada lançamento é escolhida por uma pessoa. Classificação errada na entrada vira relatório errado na saída, aqui como em qualquer sistema.

Para de fazer essa conta na mão

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A pergunta que decide

Existe uma pergunta que resolve a maior parte dos casos: esse gasto muda se a produção dobrar? Se muda mais ou menos na mesma proporção, é variável. Se continua igual, é fixo. Se o que você comprou vai durar anos e servir para muitas produções, é investimento.

Aço, insumo, embalagem, frete de entrega e hora extra sobem com a produção. Aluguel, contador, internet, seguro e salário administrativo não sobem. Torno, empilhadeira e reforma do galpão não se consomem no mês.

Por que essa separação muda decisão

Quem não separa fixo de variável não sabe formar preço. A margem que interessa numa venda é o preço menos o custo variável daquela venda, porque o fixo vai existir de qualquer jeito. Usar o custo total rateado leva a recusar pedido que daria lucro e a aceitar pedido que dá prejuízo.

A separação também muda a leitura de um mês ruim. Faturamento caiu e o resultado piorou muito mais que proporcionalmente? Provavelmente o peso do fixo é alto, e o problema é estrutura, não venda. Piorou na mesma proporção? O problema é preço ou custo de material.

E misturar investimento com despesa distorce tudo. Um mês em que se comprou uma máquina parece um mês de prejuízo, quando na verdade foi um mês de troca de dinheiro por bem de uso.

Os casos que sempre confundem

Manutenção é o campeão. Contrato mensal de preventiva é fixo. Conserto que aparece quando quebra, e quebra mais quando se produz mais, é variável. Reforma que estende a vida da máquina é investimento. A mesma palavra, três leituras.

Ferramenta também. Broca e inserto se gastam no uso e acompanham a produção. Um dispositivo que fica anos na bancada é investimento. O critério aqui não é o preço que se pagou, e sim quanto tempo aquilo vai durar servindo à fábrica.

E combustível, que depende do carro. O da entrega sobe com o volume expedido; o do carro da diretoria roda igual todo mês. Quando o termo é ambíguo, esta ferramenta devolve a pergunta em vez de chutar uma resposta, porque sugestão errada aceita sem conferir sai mais cara do que sugestão nenhuma.

Perguntas frequentes

Isso substitui o contador?

Não, e nem tenta. A leitura aqui é gerencial: serve para você entender o seu próprio custo e tomar decisão de preço e de compra. Classificação contábil e fiscal é outra coisa, com outras regras, e é com o contador.

Por que a regra fica visível?

Porque sugestão que a pessoa não consegue conferir é aceita sem pensar, e aí o erro sai caro. Com o termo que disparou a sugestão à vista, quem discorda corrige na hora.

E quando o gasto é dos dois tipos?

Acontece bastante. Energia tem uma parte que roda com a fábrica parada e outra que sobe com a produção. Nesses casos vale dividir o valor em dois lançamentos, um fixo e um variável, em vez de forçar tudo num lado só.

Investimento não é custo?

Não no mês em que acontece. Uma máquina de 180 mil não é um custo de 180 mil naquele mês: ela vira custo aos poucos, pela depreciação. Tratar compra de máquina como despesa do mês faz o resultado despencar sem motivo real.

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